quinta-feira, 14 de abril de 2011


Sequência do filme de ação mostra um Rio corrupto e sem lei; 'Não é documentário', defende-se o diretor

Durante o lançamento da animação Rio, no fim de março, muito se falou sobre a promoção da Cidade Maravilhosa no exterior, criando expectativa sobre outra superprodução de Hollywood rodada aqui, que terá a pré-estreia mundial amanhã, na Lagoa. De semelhante à simpática animação de Carlos Saldanha, Velozes e Furiosos 5 só tem as belas tomadas aéreas da cidade.

De resto, o que se vê no longa estrelado por Vin Diesel é a caricatura de um lugar dominado pela corrupção policial, praticamente sem lei - imagine um Tropa de Elite sem o Bope -, onde o chefão do tráfico, o engravatado Ernan Reyes (vivido pelo português Joaquim de Almeida), se dá ao luxo de guardar a fortuna no batalhão de polícia.

O roteiro de ação é a justificativa do diretor Justin Leen para não ter se preocupado em mostrar um Rio como o que o elenco, presente na coletiva de imprensa, ontem, no Copacabana Palace, se disse encantado. "A cidade é muito linda", elogiou Leen. "Corrupção há no mundo inteiro. O filme não é um documentário."

Ator ganha 'selinho'

Diesel, que interpreta Dominic Toretto, chefe de quadrilha de ladrões de carros, concorda: "O filme começa com a fuga de um presídio de segurança máxima nos EUA. Os crimes que mostramos no Brasil também acontecem lá", defende-se, antes de ganhar um "selinho" da popozuda Juju, do Pânico na TV.

A verdade é que o filme segue a linha dos outros Velozes. Carros possantes, perseguições, tiroteios, "super-homens" e mulheres lindas (destaque para a PM Helena, papel da espanhola Elsa Pataky). Para quem é fã da série, a diversão é garantida. Quem está preocupado com a imagem da cidade, no entanto, é melhor se afastar dos cinemas a partir de 6 de maio, data prevista para a estreia.

Fonte: Destak

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