segunda-feira, 8 de abril de 2013

Por Gabriella D'Andréa
No ano passado, valor chegou a R$ 506,4 bilhões, sendo que o maior crescimento ocorreu no 1º semestre.

Em seu primeiro relatório de “Distribuição de Produtos no Varejo”, a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) aponta que o patrimônio dos clientes "varejo" e "varejo alta renda" chegou a R$ 506,4 bilhões em 2012, volume 7,4% superior ao ano anterior, sendo que no levantamento foram considerados apenas os fundos de investimento e produtos de tesouraria das 10 maiores instituições que atuam no segmento.

A maior parte deste crescimento, segundo a Anbima, aconteceu no primeiro semestre do ano passado. Para o vice-presidente da Anbima, Carlos Massaru, isso pode ser explicado pelo início da trajetória de queda na Selic (taxa básica de juros) a partir de maio, o que pode ter desencadeado uma maior preocupação dos investidores com as suas aplicações financeiras.

Ao separar os dois clientes, o varejo tem maior participação em número de clientes (68%), contra o varejo alta renda (32%). Em contrapartida, o varejo alta renda possui 63% de participação no volume negociado, enquanto os 37% restantes pertencem aos clientes varejo.



Quando analisadas as aplicações em fundos de investimentos e tesouraria a distribuição entre os dois clientes são similares, sendo que, no total, os fundos receberam R$ 256,2 bilhões e a tesouraria R$ 250,2 bilhões.

No caso do varejo os aportes em tesouraria (R$ 97,4 bilhões) foram maiores do que nos fundos de investimento (R$ 92,3 bilhões). Já no varejo alta renda a situação se inverte, os fundos (R$ 164,0 bilhões) aparecem com volume superior a tesouraria (R$ 152,8 bilhões).

Distribuição geográfica


Analisando as diferentes regiões do Brasil, nota-se uma maior concentração de recursos na região Sudeste (70,1%). Logo em seguida, aparecem as regiões Sul (15,3%), Nordeste (8,2%), Centro-Oeste (4,9%) e Norte (7,3%).
Dentro do Sudeste, São Paulo é o estado com a maior participação (45,4%), seguido pelo Rio de Janeiro (15,1%), Minas Gerais (8,3%) e Espírito Santo (1,3%).

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