terça-feira, 5 de novembro de 2013

Poupar, investir ou pagar as dívidas, qual é o melhor destino para o décimo terceiro?

O final de ano e início do novo ano são sempre cheios de gastos: presentes de natal, viagem de férias, IPVA, IPTU, renovação de matrículas e compra do material escolar.

Por isso, o consumidor deve avaliar bem o orçamento para decidir o que irá fazer com o décimo terceiro.

De acordo com o educador financeiro Reinaldo Domingos, o ideal é que o benefício chegue como um bônus para realização de satisfações pessoais e início de uma poupança.

Porém, desde que o 13º foi criado, nos anos 60, “muita gente o aguarda ansiosamente para cobrir o desequilíbrio financeiro.

Há quem recorra aos bancos que oferecem antecipação desse recurso como uma forma para quitar dívidas ou amenizá-las.”Pagar as dívidas com o benefício é na verdade combater apenas o efeito do problema financeiro, sendo que a família precisa passar por uma educação financeira.

Domingos recomenda que o endividamento seja resolvido com o próprio salário, ou seja, reduzindo os gastos.

Definindo os gastos
Para saber exatamente quanto se pode gastar sem ficar endividado, a dica é definir os gastos. “Mesmo quando é necessário entrar em um financiamento para a realização de determinados sonhos que não são acessíveis de outra forma, é importante avaliar se as parcelas, de fato, caberão no orçamento, levando em conta todas as outras despesas e demais sonhos de curto, médio e longo prazos”, explica o educador.

Antes de ir às compras, faça um diagnóstico da sua situação financeira, relacionando todas as despesas fixas e variáveis para descobrir o comprometimento dos seus ganhos com as dívidas.

Dessa forma fica mais fácil cortar os gastos supérfluos.

Esteja dentro dos seus padrões
Domingos lembra que é importante que o consumidor faça escolhas que estejam dentro do seu padrão de vida. “Pesquise os melhores preços de presentes e itens da ceia e das festas, experimente estipular um valor máximo para gastar com cada item e peça desconto."

Poupança
Aqueles que não estão endividados podem aproveitar o décimo terceiro para iniciar uma reserva e manter a prática de poupar.

Para quem já tem perfil investidor, o décimo terceiro é oportunidade para incrementar o investimento, sendo que 50% pode ser destinado para alguma aplicação que a pessoa já possua e outros 50% pode servir para planejar um salto em direção à sua independência financeira, investindo, por exemplo, em previdência privada.

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