quarta-feira, 2 de março de 2016

Republicado de http://www.construindoo.com

Pavimento de Pneus Reciclados


Data: 25/10/2015



Durante os últimos 15 anos professor de da engenharia civil da University of Alaska Anchorage, Osama Abaza, tem desenvolvido um pavimento mais resistente e ecologicamente correto, pois utiliza a borracha pneus reciclados em sua composição

"Eu não vou dizer que nós temos a solução mágica, mas estamos tentando", disse Abaza, em uma entrevista.

 

Abaza está revendo todo o conceito do asfalto tradicional usado para construir estradas do Alasca, considerando a utilização de concreto na composição. A ideia é que o concreto é um material mais durável do que o asfalto, mas menos adaptável a temperaturas extremamente variáveis ​​do Alasca. Asfalto é flexível, concreto não. Isso faz do asfalto bom para as variações ​​de temperatura extremas, mas não ótimo para pneus com pregos que constantemente rompem a ligação do agregado com a camada asfáltica.

 

Abaza vem tentando descobrir como consertar isso. Desenvolveu uma mistura de concreto que inclui uma pequena quantidade de borracha fragmentada de pneus reciclados, misturadas com fibras de aço. Abaza disse que a ideia essa borracha triturada fará com que o concreto fique mais flexível. Já a fibra de aço deve agir como barras de reforço em miniatura, e por sua vez, proteger o concreto de micro fissuras.

 

A esperança é que pode ser desenvolvido um pavimento de concreto é mais durável, aumentando a vida útil das estradas de cerca de 4 a 6 anos para um período de 15 a 20 anos. 

 

Anna Bosin, engenheira pesquisadora do Departamento de Transporte dos Estados Unidos (DOT), diz que trabalhar com pavimentos de concreto é enfrentar uma série de desafios técnicos - fissuração sob temperaturas variáveis, execução complexa - e é em geral muito mais caro do que asfalto.

 

Um trecho da Abbott Road será executado com esse novo tipo de pavimento de concreto, e quando concluído, serão incorporados sensores para monitorar o comportamento da estrada frente ao congelamento e descongelamento. Esse trecho será executado ao lado de uma pista de asfalto convencional recém pavimentada para que os pesquisadores possam comparar o desgaste dos dois sob condições semelhantes de tráfego.

 

Abaza é rápido em apontar que a seu pavimento ainda está sendo testado e a pesquisa ainda não prova definitivamente se o mix poderá ajudar as estradas do Alasca. Depois, há pessoas que acreditam que a mistura não vai funcionar em tudo.

 

Xavier Schlee, presidente de uma organização de comerciantes de cimento local, diz que o concreto já foi aplicado inúmeras vezes em estradas do Alaska - em alguns cruzamentos, trechos de estradas, e em cima de balanças de peso e movimento. Ele disse que muitos deles trabalham com sucesso e, em alguns casos tem uma sobrevida maior que as estradas de asfalto em torno deles.

 

E enquanto Schlee defende mais estradas de concreto, ele não se convence que a fórmula de Abaza seja a solução definitiva. Diz que os aditivos "exóticos" ao concreto são caros e não acrescentam muito em termos de flexibilidade, e também que concreto com outros aditivos já estão em produção com um custo menor, e mais durável do que mistura proposta de Abaza. Xavier teme que se o projeto de Abaza falhar, a crítica pode ser direcionada ao concreto e não aos aditivos.

 

Abaza entende suas preocupações, mas enfatizou que é impossível saber o que vai funcionar até ser testado: "Temos que criar soluções para a nossa comunidade e é por isso que estou aqui.”

 

Por Construindoo.com






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