Imóvel terá crédito menor e mais caro

A poupança está no limite para financiar casa própria e falta de recursos deve ser sentida em 3 anos

O crescimento acelerado dos financiamentos para a casa própria começa a preocupar alguns setores, que estimam não haver recursos da poupança, a principal fonte de recursos do crédito imobiliário (95% do total), para além de três anos.

Com a escassez, a tendência é de o crédito para empréstimos ficar menor e mais caro.

O problema é que a poupança não está acompanhando o salto dos empréstimos habitacionais. Enquanto a caderneta cresce 20% ao ano, o crédito imobiliário expande-se 50% no mesmo período, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), como mostra reportagem do jornal Diário de S.Paulo.

O mercado já está buscando alternativas para suprir o esgotamento da poupança. Uma delas é a securitização, uma espécie de "empacotamento" de títulos que seriam vendidos a investidores para levantar recursos, um sistema parecido com a oferta de títulos públicos feita pelo governo federal.

Prestação mais elevada

Apesar de os especialistas do setor garantirem que não vai faltar recurso para o financiamento da casa, o crédito deve ficar mais caro a partir de 2015, data-limite para o saldo da poupança se esgotar.

Um dos motivos do encarecimento é que o índice que reajusta as parcelas e a poupança deve mudar da Taxa Referencial (TR) para o IPCA, a inflação oficial do governo.

Essa troca seria uma alternativa para os bancos atraírem mais investidores à poupança e, assim, conseguir mais recursos para imóveis. Mas, por outro lado, a mudança de indexador tornaria mais caros os empréstimos.

Para se ter ideia do impacto, em um financiamento de R$ 100 mil em 20 anos, o valor da última prestação, se substituirmos a TR pelo IPCA, subiria 90%, veja abaixo.


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